Por que usar cadeirinha? Pode parecer bobagem, mas o uso adequado da cadeirinha pode salvar a vida do seu filho!

O corpo, quando em movimento, está exposto às forças físicas. Assim, quando aceleramos ou desaceleramos nosso corpo tende a ficar parado ou a continuar o movimento (inércia de repouso, inércia de movimento). Se estivermos com o carro em movimento e pararmos bruscamente, a tendência é do corpo ser projetado para frente como se ainda estivesse em movimento.
Dois princípios da física exemplificam muito bem esta situação:

O impacto: qualquer impacto provoca desaceleração brusca e tudo que estiver solto dentro do veículo continuará com a velocidade anterior, sendo projetado, indo chocar-se contra o que estiver na sua frente.

O Corpo:  por ter tamanho menor e estruturas mais frágeis, a criança sofre as consequências de um acidente com mais intensidade e, portanto, maior gravidade. As regiões mais vulneráveis na criança são a cabeça e o pescoço isto porque ela possui a cabeça relativamente maior em proporção ao seu corpo. Movimentos bruscos e intensos da cabeça e do pescoço (semelhante aos produzidos pelo badalo de um sino, ao contrário) para frente e para trás, podem provocar graves lesões nestas estruturas.

Utilizar de maneira correta o cinto de segurança e a cadeirinha, que são dispositivos que mantém o passageiro preso ao banco do automóvel, é a melhor forma de proteção num acidente.

A segurança: o local mais seguro dentro de um veículo é o centro do banco traseiro e o cinto será tanto mais seguro quanto em mais pontos ele se fixar. Os de três pontos, ou mais, são os melhores. Os subabdominais ou os diagonais oferecem proteção, porém apresentam mais riscos e problemas.

Recomendações em relação ao cinto de segurança:

  • Use sempre o cinto de segurança, mesmo o mais simples para minimizar o risco de ser projetado.
  • Use travas bloqueando a abertura interna das portas traseiras.
  • Mantenha os vidros levantados, deixando apenas uma pe­quena fresta para a ventilação em dias quentes.
  • Nunca carregue crianças no colo.
  • Nunca transporte crianças no porta malas.
  • Nunca coloque mais de uma criança no mesmo cinto.
  • Não use o cinto do adulto em crianças pequenas.
  • Adesivos no vidro traseiro, como “Bebê a bordo”, “Crianças a bordo” são úteis para informar aos outros o motivo da nossa cautela (ex.: baixa velocidade), ajudando a diminuir eventuais atitudes agressivas de outros motoristas.

Escolhendo a melhor cadeirinha: leve em consideração o peso, altura e idade do seu filho, para cada fase há um tipo mais apropriado.

Cadeira tipo “conchinha” 

  • Enquanto a criança não conseguir sentar-se e manter o equilíbrio da cabeça deve ser usado assento tipo concha instalado, no sentido inverso ao da posição normal do banco do veículo, o que evita que a cabeça da criança seja submetida a trancos em caso de freadas e colisões.
  • Usada desde o nascimento até a criança pesar aproximadamente 8 Kg.
  • O bebê deve ficar acomodado na cadeirinha, com roupas que permitam que o cinto passe entre suas pernas.
  • Ajustar as alças do cinto, adaptando-as à espessura de sua roupa.
  • Se possível um acompanhante deve ficar no banco traseiro ao lado do bebê.
  • Para proteger as frágeis ossatura e musculatura do pescoço, essas cadeirinhas são equipadas com acessório que firma o pescoço do bebê (travesseirinhos ou toalhas enroladas colocados nas laterais da cabeça podem exercer essa função).

Cadeirinha Fixa: utilizada a partir do momento em que a criança já possui pleno controle pescoço-cabeça e até os quatro anos de idade (aproximadamente 15 kg). Nesta fase a cadeirinha deve ser instalada de frente para o painel mantendo a posição central no banco traseiro. Saiba como utilizar a cadeirinha fixa.

Regras básicas:

  • A cadeirinha deverá ser bem fixada, presa ao ban­co pelo cinto de segurança do veiculo. Após fixá-la, puxe a com força para testar sua efetiva fixação.
  • Faça revisões periódicas para observar afrouxamento ou desconexão do equipamento.
  • Os assentos de segurança já vêm equipados com cintos para o passageiro.
  • Observe o tamanho da criança e seu ajuste confortável e seguro ao cinto e assento.
  • A cadei­rinha fica pequena quando a nuca da criança ultrapassa seu encosto.
  • Quando a criança adormece, o controle da musculatura do pescoço relaxa e a cabeça fica mais bamba: redobre sua atenção.

Banquinho auxiliar (“Booster”)

  • Indicado nas situações onde a cadeirinha tornou-se pequena para a criança devido ao seu crescimento, mas, ainda não alcançou altura suficiente para utilizar o cinto de segurança do automóvel.
  • São especialmente projetados para se ajustar ao banco traseiro do automóvel, permitindo que o cinto de segurança fique colocado na posi­ção correta, protegendo desta maneira a parte superior do tronco e a cabeça.
  • O “Booster” deve ser colocado sempre no banco traseiro, posição esta que promove proteção do pescoço e cabeça da criança.
  • O cinto de segurança do automóvel ideal para esta posição é o de três pontos.
  • Não substitua este banquinho por almofadas, pois, numa desaceleração brusca, elas podem escorregar e o corpo da criança descer ou deslocar-se, havendo a possibilida­de de o cinto dirigir-se para o pescoço, provocando estrangulamento e/ou traumas torácicos e abdominais.

Teste a cadeirinha que você escolheu.

  • Leia as instruções do fabricante, mantendo-as no seu veículo.
  • Coloque a criança na cadeirinha e ajuste as alças e fivelas do cinto antes de sair.
  • Leia o manual do proprietário do veículo, procurando por recomendações específicas.
  • O cinto de três ou cinco pontos retém a criança na cadeirinha e o cinto do automóvel mantém a cadeirinha afixada ao banco. Se os dois não esti­verem adaptados corretamente, a cadeirinha pode não proteger a criança.
  • Verifique se o equipamento possui selo de certificação.

Perigos: há perigo de deslizamento ou flexão do tronco com graves lesões quando a criança não está devidamente fixada ao assento. Nos carros com “air bag” há perigo de graves lesões se a criança estiver muito próxima do módulo de “air bag”.

Cinto de segurança

  • O uso do cinto do automóvel estará indicado somente quando a criança ou adolescente estiver com altura de 1,45m ou mais e conseguir sentar-se corretamente no banco do au­tomóvel com os pés apoiados no piso deste.
  • Certifique-se de que o cinto do automóvel esteja adaptado de forma correta.
  • O cinto deve apoiar-se sempre nas partes ósseas.
  • Sua faixa transversal deve passar no meio do ombro e diagonalmente pelo tórax.
  • A faixa subabdominal deve ficar apoiada nas saliências ósseas do quadril.

O embarque e desembarque da criança deverão ser feitos sempre pelo lado da calçada.

 O Código de Trânsito Brasileiro determina como o transporte deve ser feito:

  • Para transitar em veículos automotores os menores de10 anos deverão ser transportados nos bancos traseiros e usar, individualmente, cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente (Resolução n°15, Art. 1°).
  • Excepcionalmente, nos veículos dotados exclusivamente de banco dianteiro o transporte de menores de 10 anos poderá ser realizado neste banco.
  • Na hipótese do transporte de menores de 10 anos exceder a capacidade de lotação do banco traseiro, será admitido o transporte daquele de maior estatura no banco dianteiro, observadas as demais disposições desta Resolução.