Diferenças entre regurgitação, refluxo e vômito do bebê

Diferenças entre regurgitação, refluxo e vômito do bebê

No primeiro trimestre de vida, o processo digestivo do bebê, mesmo que exclusivamente em aleitamento materno, exige algum tempo de adaptação. É preciso ter cuidado para não confundir, apressadamente, regurgitação ou golfada, refluxo e vômito. No dia a dia essas manifestações do bebê geram preocupação de mães e pais que muitas vezes se deslocam para o Pronto Socorro, em busca de orientação.  

Veja como distinguir as diferentes manifestações do bebê, para tomar as providências necessárias.

Regurgitação: é a eliminação de leite sem esforço e principalmente sem outros sintomas. As golfadas são comuns para a grande maioria dos bebês nos primeiros meses de vida, e mesmo assim eles continuam crescendo e ganhando peso. O bebê elimina leite sem nenhum sofrimento e por isso mesmo é chamado de “regurgitador feliz”. Não é necessário alterar a rotina do bebê, nem dar de mamar novamente. Espere o horário da próxima mamada.

Vômito: é quando a criança expulsa o conteúdo gástrico com esforço e desconforto. O vômito vem acompanhado de náuseas, sudorese, mal-estar e até febre. Cabe investigar as causas com o pediatra.

Refluxo: é quando a válvula do esôfago não funciona bem. Nesses casos, o leite volta do estômago para o esôfago causando desconforto e dor. O bebê, mesmo com fome, não consegue mamar. Ele ganha pouco peso e tem dificuldade para dormir ou tem o sono interrompido por engasgos e dor. Durante a mamada ele pode mamar apenas alguns minutos, e depois se arquear para trás e chorar. Ou então, o bebê quer mamar o tempo todo, porque o leite materno alivia o desconforto e a azia. Todos esses sintomas podem aparecer em conjunto ou isoladamente.

O que fazer? O diagnóstico do refluxo deve ser feito junto com o pediatra e o tratamento é específico para cada bebê e para cada família.

Para alguns bebês com refluxo recomenda-se um aleitamento rigoroso a cada 3 horas, por no máximo 15 minutos em cada mama. Para outros é melhor que façam “pequenas refeições”, em curtos intervalos de tempo, evitando que o estômago fique muito cheio, e facilite um novo episódio de refluxo. O pediatra saberá orientá-la.

Algumas dicas úteis:

  • Mantenha um diário, por alguns dias, anotando quando o bebê chora, por quanto tempo ele chora, e quais os horários dos choros e das mamadas.
  • Coloque o bebê para mamar em posição mais verticalizada, para diminuir a possibilidade de o leite voltar. Logo após a mamada, coloque o bebê para arrotar mantendo-o na posição vertical por 10 a 15 minutos.
  • Evite fraldas apertadas e elásticos que pressionam o estômago do bebê.
  • Evite o uso do bebê conforto, em casa.

E se o bebê se engasgar? Todo primeiro engasgo assusta. Mas logo a mãe percebe que basta interromper a mamada para o bebê desengasgar, por si só. Em casos mais graves, felizmente raros, é necessário dar tapinhas nas costas do bebê, que deverá estar de barriga para baixo, e com a cabeça mais baixa que o corpo. 

Elizangela Romualdo: enfermeira parceria do Gamp21 

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